Consórcio de bancos prepara linha de crédito para socorrer grandes empresas

Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia, Carlos Alexandre Da Costa (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Os bancos brasileiros formaram um consórcio para oferecer, com o apoio do governo federal, um socorro às grandes empresas que mais foram afetadas pela pandemia do novo coronavírus. A ideia é criar uma linha de crédito com condições específicas para as companhias dos setores econômicos que praticamente pararam de funcionar por conta da Covid-19, como as empresas aéreas e as fábricas automotivas.
Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia, Carlos Alexandre Da Costa disse nesta segunda-feira (27), em entrevista coletiva realizada no Palácio do Planalto, que essa linha de crédito deve atender empresas com faturamento superior a R$ 300 milhões que pertencem a setores considerados críticos no atual cenário econômico.
“Setores que foram fortemente atingidos pela pandemia da Covid. Já selecionamos cinco setores: aviação, automotivo, varejo (não alimentício, não farmacêutico e não automotivo, sucroalcooleiro e de energia elétrica, que foi fortemente afetada pela inadimplência e pela redução do consumo”, contou Costa, acrescentando que mais três ou quatro setores podem entrar nessa lista depois de uma reunião que será realizada pelo governo e pelos bancos que estão desenhando essa solução nesta segunda-feira.

 

Além dos técnicos do Ministério da Economia, integram o consórcio que prepara essa linha de crédito os presidentes do Banco do Brasil, do Santander, do Itaú, do Bradesco, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco Central (BC). A Caixa Econômica Federal ficou de fora, segundo Costa, porque foca nas pequenas empresas e não nas grandes empresas que são o alvo desse programa.

O secretário de Produtividade ainda disse que a ideia é oferecer condições específicas para cada um dos setores escolhidos para o programa, mas através dos recursos privados. “A ideia é que a solução seja privada com apoio do setor público. Que os bancos possam oferecer às empresas, de maneira a garantir que elas continuem operando, sem envolver recursos públicos”, destacou.
Costa não deu detalhes de como seria o apoio do poder público a essa solução, nem apresentou uma data de quando essa linha de crédito será lançada. Porém, informou que o governo também está preparando outra solução de crédito para o setor produtivo brasileiro que deve contar com o apoio do mercado financeiro.
O plano, segundo ele, é criar um novo Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), em que o governo deposita certa quantia e o mercado alavanca esses valores, para financiar capital de giro para as médias empresas que foram afetadas pela crise da Covi-19.
Segundo Costa, essas medidas tentam atender todos os segmentos empresariais com linhas de crédito emergenciais que os permitam enfrentar esse momento de desaceleração econômica. As queixas da dificuldade de obter crédito durante a pandemia, por sinal, têm sido frequentes nas últimas semanas. Segundo Costa, esse foi o motivo de 80% das demandas recebidas pela Sepec na semana passada.

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