Programa da Fapesp seleciona 64 projetos inovadores em SP

Iniciativa apoia execução de pesquisas científicas ou tecnológicas em pequenas empresas no Estado com até 250 empregados

Nesta terça-feira (13), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) anunciou as 64 propostas aprovadas na chamada do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe).

Vale destacar que, desse total, 46 projetos foram selecionados na chamada do 1º ciclo Pipe de 2019, 15 no edital do programa (Pipe-Pappe Subvenção): 6ª Rodada (2018) e três na chamada Pipe-Pappe Subvenção: Cidades Inteligentes – Grandes Metrópoles (2018).

“Queremos, por meio do programa Pipe, financiar pequenas empresas inovativas que tenham sucesso, cresçam e gerem empregos, receitas, tributos e benefícios para a sociedade”, salienta à Agência Fapesp Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo (CTA) da fundação.

O Pipe apoia a execução de pesquisa científica e ou tecnológica em pequenas empresas no Estado de São Paulo com até 250 empregados. O programa tem quatro ciclos anuais, cada um deles com R$ 15 milhões de recursos para apoiar projetos selecionados para a Fase 1 do programa, de análise da viabilidade técnico-científica de uma ideia, e para a Fase 2, de desenvolvimento da proposta de pesquisa.

Empresas

Uma startup de Campinas, a Acen Microeletrônica, foi uma das selecionadas e está desenvolvendo uma cápsula do tamanho de um comprimido, com uma câmera de vídeo, que poderá ser ingerida para a realização de exames de endoscopia.

Outra pequena empresa de base tecnológica de Mogi das Cruzes, a BRVant, trabalha em um sistema de monitoramento de focos do Aedes aegypti por drones, de modo a combater a dengue e outras doenças transmitidas pelo mosquito.

Entre as companhias com projetos selecionados nas chamadas do Pipe, 14 estão em fase de constituição e algumas delas, como a Iagro, de Campinas, a Smart Consultoria Agronômica, de Piracicaba, e a Autaza, de São José dos Campos, tiveram mais de um projeto selecionado em outros editais.

Outras empresas, como a BRVant, já tiveram projetos selecionados em chamadas anteriores. Por meio de um projeto apoiado entre 2012 e 2013, a organização desenvolveu um sistema de monitoramento aéreo com drones e outros tipos de veículos aéreos não tripulados para uso militar.

“Em 2016, fizemos uma joint venture com uma empresa norte-americana e, com isso, conseguimos começar a exportar os nossos produtos”, explica Rodrigo Kuntz Rangel, sócio da BRVant, à Agência Fapesp.

Propostas

A IAgro pretende desenvolver uma armadilha inteligente para o monitoramento automatizado do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis) e um sensor para detecção, em tempo real, de moscas-das frutas (Anastrepha spp.) e do mediterrâneo (Ceratitis capitata) para uso em armadilhas automatizadas, baseadas em internet das coisas e inteligência artificial.

“Nossa ideia é desenvolver uma espécie de arapuca que consiga atrair esses insetos por meio de estímulos, como cheiro e cores, nas lavouras e enviar os dados para monitoramento pelos produtores”, enfatiza à Agência Fapesp Fabricio Theodoro Soares, um dos fundadores da empresa.

A Autaza busca aprimorar um sistema de inspeção de qualidade de pintura automotiva e um escâner 3D para inspeção automática de peças automotivas. “Nós somos especialistas em visão computacional, baseada em inteligência artificial, e queremos utilizar essa ferramenta para eliminar subjetividades na inspeção de qualidade de pintura automotiva”, afirma Gabriel de Souza Amaral, pesquisador na empresa, à Agência Fapesp.

“Os projetos de pesquisa apoiados pelo Pipe devem ter potencial de retorno comercial e permitir aumentar a competividade das empresas apoiadas. A ideia é, a partir dos casos de sucesso, fomentar no Estado a ideia de que é um bom negócio fundar empresas voltadas a criar inovação por meio da pesquisa e desenvolvimento”, ressalta à Agência Fapesp Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor-científico da fundação.

Etapas

Vale destacar que a Fase 1 do Pipe tem duração de nove meses e financiamento de até R$ 200 mil por projeto. A Fase 2 tem duração de dois anos e financiamento de até R$ 1 milhão por projeto.

Os recursos para a Fase 3, de desenvolvimento comercial e industrial de produtos ou processos resultantes da pesquisa, devem ser obtidos pela empresa junto ao mercado e a outras agências de financiamento ou ainda por meio de submissão de propostas às chamadas do programa Pappe-Pipe.

Em 2018, o Pipe aprovou 255 projetos, o que equivale a um projeto aprovado por dia útil do ano. Os projetos podem receber financiamento de até R$ 1,2 milhão, somando as fases 1 e 2.

“A Fapesp não exige contrapartida das empresas com projetos apoiados”, explica o diretor-científico da fundação. “As únicas exigências são que a pesquisa aconteça dentro da empresa e seja liderada por pesquisadores associados a ela”, completa.

http://www.fapesp.br

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