BNDES defende operação Boeing+Embraer

 

(foto: Yasuyoshi Chiba/AFP)
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, a joint venture entre a fabricante norte-americana de aviões Boeing e a brasileira Embraer é bastante positiva e estratégica para que companhia nacional continue sendo competitiva no mercado global de jatos comerciais após a compra da principal rival da companhia nacional, a canadense Bombardier, pela europeia Airbus em outubro de 2017.
“Tudo o que está sendo feito visa preservar a capacidade de desenvolvimento de aeronaves (da Embraer) no Brasil”, destacou ele, reforçando que a associação da Bombardier com a Airbus “representa um sério risco” para as operações da Embraer e sua sobrevivência nesse mercado de jatos comerciais, que é muito competitivo. O executivo acrescentou que, para ele, a aquisição da Bombardier pela Airbus desequilibrou o mercado. “A associação da Embraer com a Boeing é muito positiva para a continuidade da produção da aeronave e isso é o que precisaremos avaliar mais detalhadamente”, adicionou.
O BNDES, por meio da BNDESPar, braço de investimentos da instituição, tem 5,4% de participação acionária na Embraer. Oliveira contou que o banco participou de algumas discussões com o governo sobre essa parceria, mas, como acionista, não tinha muitos detalhes da operação em si. “O que vemos é que há uma solução positiva para uma participação que é inexorável que dada às mudanças do mercado, a Embraer precisava se posicionar”, frisou ele.
Segundo Oliveira, o banco não terá participação na nova empresa que será criada como resultado da joint venture entre a fabricante norte-americana e a brasileira Embraer. “O BNDES continuará acionista da Embraer e não dessa nova empresa”, afirmou.  “Temos uma participação acionária pequena na Embraer, mas nossa participação tem mais a ver com o fato de que o BNDES é o maior financiador das exportações da empresa”, explicou Oliveira.
O presidente do BNDES destacou ainda que apenas a Embraer é que terá participação nessa nova empresa e não os seus acionistas. “A empresa remanescente ficará com a parte de jatos executivos e continuará com os demais projetos”, afirmou.  O executivo acrescentou ainda que os direitos da União decorrentes da golden share na Embraer continuam inalterados.
Joint venture
A Boeing e a Embraer anunciaram hoje que chegaram a um acordo para a criação de uma nova empresa para o desenvolvimento dos negócios de aviação comercial da companhia brasileira. Essa nova empresa nasce avaliada em US$ 4,75 bilhões e terá uma participação de 80% da fabricante norte-americana e 20% da empresa brasileira.  Pelo acordo, a Boeing pagará US$ 3,8 bilhões à Embraer. As áreas de defesa e segurança e de jatos executivos ficaram de fora do acordo, mas os dois fabricantes informaram que devem vão outra joint venture para a área de defesa, no entanto, não deram muitos detalhes dessa parceria. Os papeis da empresa brasileira despencaram mais de 14% após o anúncio da joint venture.
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