BNDES terá novo modelo de crédito para MPEs

BNDES terá novo modelo de financiamento para micro e pequenas empresas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está preparando um programa para fomentar o financiamento para micro e pequenas empresas. O objetivo, além de oferecer funding, é assumir parte do risco das operações de crédito. O modelo deve começar a ser testado no segundo semestre em parceria com instituições de fomento regionais, o que fará com que se alcance outro objetivo: ampliar a capacidade de empréstimos dessas instituições.

De acordo com informação veiculada no jornal Valor Econômico desta terça-feira (5), seria um meio-termo entre as chamadas operações diretas (aquelas de maior porte feitas diretamente entre o BNDES e as empresas) e as indiretas, geralmente com valor abaixo de R$ 20 milhões e realizadas por meio de um banco repassador, que assume integralmente o risco de crédito. “Os detalhes ainda estão sendo fechados, mas o plano é atuar inicialmente em parceria com as instituições que integram a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) e com linhas de capital de giro e Finame, voltado para aquisição de máquinas e equipamentos”, revela a reportagem. Apesar do limite de R$ 20 milhões, a expectativa é que o tíquete médio por operação fique bem abaixo disso, na faixa de R$ 500 mil.

“Segundo o presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), Marco Aurélio Crocco, o BNDES deve atuar primeiramente com as agências de fomento com melhor governança, cujo principal exemplo é a paulista Desenvolve SP, para só então expandir para os demais integrantes da associação. Ele explica que no modelo atual, apesar de o funding ser do BNDES, a instituição repassadora precisa dispor de capital para fazer frente ao risco de calote, o que reduzia a capacidade de emprestar”, explica a matéria.  A ABDE reúne 31 instituições de desenvolvimento, entre bancos públicos federais, bancos de desenvolvimento de controle estadual, bancos cooperativos, bancos públicos comerciais estaduais com carteira de desenvolvimento e agências de fomento. No caso das agências, o funding depende de aporte do acionista controlador, ou seja, do governo estadual, já que não têm depósitos de clientes e não podem acessar os mercados de capitais.

“Outra iniciativa em negociação na ABDE é a chamada operação semiautomática, em que a agência de fomento capta o cliente e faz apenas a análise de risco da operação, sendo remunerada pelo BNDES por esse trabalho. Nesse projeto, o risco de crédito seria 100% do BNDES, com a ABDE ajudando apenas na estruturação das operações e aproveitando a capilaridade das instituições que integram a associação. Pela prestação desse serviço, haveria uma remuneração, mas ainda não há definição sobre valores”, detalha a reportagem. “Uma terceira proposta do setor, mas que depende do aval do Ministério da Fazenda, é a possibilidade de o BNDES abrir uma linha de financiamento para os Estados, para que esses possam capitalizar as instituições de fomento. Para o BNDES, esse é um pleito do setor, mas sem previsão de ser implementado no curto prazo”, revela o Valor Econômico.

 

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