A startup de inteligência artificial mais valiosa do mundo

Inteligência artificial ; artificial intelligente ; upload de cérebro ; tecnologia ; sistema ;  (Foto: Thinkstock)

A liderança do futuro da inteligência artificial, a tecnologia que impacta e impactará todas as indústrias no mundo, é disputada de forma acirrada por vários países – em particular, Estados Unidos, França e China. Em um passo notável desta batalha, quem sai na frente é uma startup chinesa, que anunciou uma nova rodada de investimentos US$ 600 milhões, com captação de gigantes como o Alibaba. A SenseTime fornece aplicativos de reconhecimento facial, análises de vídeo e tecnologia de IA para outras áreas, como direção autônoma.

Com a nova rodada, a startup fundada em 2014 torna-se a mais valiosa do mundo em inteligência artificial (IA), segundo a Bloomberg. A SenseTime foi avaliada em mais de US$ 3 bilhões.

Segundo a Bloomberg, dificilmente alguém caminha por cidades chinesas sem ser identificado e reconhecido por um programa com tecnologia da SenseTime. Talvez o parceiro mais importante da startup seja o governo chinês, que usa seus serviços no sistema de vigilância nacional. De acordo com o TechCrunch, a tecnologia da SenseTime já foi utilizada por 170 milhões de câmeras de vigilância e em novos sistemas do governo, que incluem óculos inteligentes usados ​​pelas polícias nas ruas.

Também destaca-se a plataforma de supercomputação de deep learning, uma das maiores da China, com mais de 8.000 GPUs (unidade de processamento gráfico). Segundo a empresa, a plataforma é capaz de suportar modelos de construção com centenas de bilhões de parâmetros, categorizando milhões de dados e treinando bilhões de imagens em pouco tempo.

Por meio de nota, o CEO da empresa, Li Xu, disse que o novo aporte será utilizado para levar a tecnologia para outros países, “ampliando o objetivo de ter uma aplicação mais industrial de IA”. Atualmente, a empresa possui mais de 400 clientes, entre eles Honda, Huawei, Oppo, grupo INESA e Xiaomi. Também participou de um projeto no Massachusets Institute of Technology (MIT) para definir quais serão as próximas fronteiras da inteligência humana e da artificial.

O Alibaba liderou essa nova rodada de investimentos e é o maior acionista individual da startup, segundo a Bloomberg. Ainda segundo a reportagem, a startup tornou-se lucrativa em 2017 e quer aumentar seu número de funcionários em um terço, chegando a 2 mil trabalhadores. Nos últimos três anos, a receita cresceu 400%. Sua maior competidora é a startup de reconhecimento facial Megvii, que desenvolve a plataforma Face ++ e que levantou US$ 460 milhões recentemente, segundo o CB Insights.

A China leva o desenvolvimento da inteligência artificial bastante a sério e vê o potencial de utilizar essa tecnologia em várias as áreas, da militar à economia. O país já anunciou que seu plano é se tornar líder em IA até 2030. Talvez a principal diferença entre o desenvolvimento desta tecnologia no país é que pequenas empresas são consideradas independentes, operando em pararelo, mas contando com o financiamento de gigantes de tecnologia, como o Alibaba.

Nos Estados Unidos, grande parte dessa tecnologia está nas mãos de grandes empresas como Amazon e Google. Na França, o presidente Emannuel Macron já afirmou que o país quer lutar para ser líder sem ficar dependente das gigantes. Por lá, a estratégia tem sido a criação de fundos que vão investir em empresas, startups e em projetos com universidades(escolas de engenharia) nas áreas de inteligência artificial, internet das coisas e biotecnologia.

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