BNDES prepara linha especial de financiamento para pilotos de IoT

iot

Prevista para o início de abril, a nova linha deve fomentar a criação de um ecossistema que possa atender aos objetivos do Plano Nacional de Internet das Coisas

Após promover mudanças nas Políticas Operacionais que norteiam os seus financiamentos, dando sequência a mudanças anunciadas em janeiro deste ano, quando entrou em vigor a Taxa de Longo Prazo (TLP), que substituiu a TJLP como taxa básica das suas operações, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) faz ajustes finais em uma linha de financiamento especial para pilotos de Internet das Coisas.

Foi a forma encontrada pelo banco para já começar a fomentar a criação de um ecossistema que possa atender aos objetivos do Plano Nacional de Internet das Coisas, antes mesmo da assinatura do decreto governamental que o formalizará.

O formato da linha de financiamento ainda não está totalmente fechado, nem a data para o seu lançamento, mas suas linhas gerais foram apresentadas nesta quarta-feira, 14/3, durante o primeiro seminário realizado pelo Fórum Brasileiro de IoT, no InovaBra habitat, em São Paulo, por Carlos Azen, gerente do Departamento de Indústrias de Tecnologia de Informação e Comunicação do BNDES.

Segundo ele, a ideia do banco é ter de 1 a 3 pilotos para cada uma das 4 áreas apontadas como prioritárias pelo estudo “Internet das Coisas: Um Plano de Ação para o Brasil”, financiado pelo Fundo de Estruturação de Projetos do banco para subsidiar o Plano Nacional de IoT. Esses pilotos deverão contemplar as aplicações definidas como fundamentais em cada setor.

Todo piloto deverá ter, obrigatoriamente, um demandante (um produtor rural, uma fábrica, um município e uma instituição de saúde), uma instituição tecnológica (acadêmica ou de pesquisa) que possa aglutinar a formação de um consórcio que desenvolva a solução em um ambiente de total colaboração, e um avaliador capaz de mensurar os resultados da solução testada.

A intenção do BNDES é de que a linha de financiamento seja não reembolsável. Por isso, o banco planeja que  o Piloto de IoT seja uma variação do Funtec, com algumas adaptações, já que o piloto não trata especificamente do desenvolvimento de tecnologia, mas do desenvolvimento de soluções a partir da integração de vários componentes e soluções já disponíveis hoje. Integração essa  que precisa ser testada em um ambiente real.

“O objetivo final é o de que muitos demandantes dos pilotos comecem a implementar as tecnologias e soluções testadas e que elas possam ser facilmente replicadas”, comentou o executivo.

O demandante será responsável por detalhar sua necessidade e a solução de IoT necessária para atendê-la, enquanto a instituição tecnológica será responsável pelo relacionamento direto com o banco, de acordo com Azen. É possível que, em alguns casos, especialmente na área de saúde, o demandante e a instituição aglutinadora sejam a mesma entidade. Mas esses serão casos excepcionais. Já o avaliador será responsável por avaliar o real impacto das soluções de IoT aplicada aos pilotos.  “Idealmente, a gente gostaria que o avaliador fosse o mesmo para todos os pilotos. Mas é muito difícil construir isso a priori”, disse ele.

A ideia do BNDES também é a de dar o máximo de prazo possível para a apresentação dos projetos. Então, se a linha de financiamento for lançada em abril, provavelmente os postulantes terão até o final de maio para enviar seus pedidos, já que a equipe do BNDES quer estimular ao máximo a formação de consórcios que tornem os pilotos o mais colaborativos possível. “Grande parte do valor dessa iniciativa vai estar na criação desse ambiente colaborativo”, explicou Azen.

A definição dessas datas deve casar com o objetivo do banco de fazer os desembolsos ainda em 2018. “Sabemos que os prazos de análise do banco são tradicionalmente longos, então estamos tentando encurtar o máximo possível”, disse ele.

O banco deverá dispor de R$ 1 milhão a a R$ 2,5 milhões para financiar metade do valor do projeto. A outra metade será a contrapartida dos consórcios.  “Então estamos falando de projetos de 2 milhões de reais para cima”, comentou Azen.

Importante: toda solução que sair do piloto terá que ser necessariamente pública. A ideia é ter soluções o mais abertas possíveis, para facilitar que sejam replicadas. “Se dentro do piloto tiver alguma negociação entre empresas resultar em Propriedade Intelectual, ótimo. Mas essa terá que ser uma negociação fora do escopo do piloto”, explicou Azen.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s