Núcleo para startups é aposta para inaugurar parque tecnológico no DF

O governo do Distrito Federal promete inaugurar em abril o parque tecnológico Capital Digital, agora repaginado como Biotic, mas ainda com foco em se tornar um polo de empresas inovadoras. De início, vai aproveitar o edifício ‘sede’ do parque como lugar de incubação e aceleração de startups. Ainda falta parceiro privado para o negócio de ofertar instalações para empresas de tecnologia.

“O edifício de governança vai ser inaugurado em abril e com ele o início de um novo modelo. Ali vamos criar um hub do ecossistema de empreendedorismo, com a Embrapatec e outros ICTs, como talvez a Embrapii e o Ibict. Vamos contratar um agente de inovação com programa e metodologia em mentoria, incubação e aceleração, tendo como exemplo o Porto Digital, em Recife, o Seed, em Belo Horizonte, e o Sinapse, em Santa Catarina”, diz o secretário adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Thiago Jarjour.

Os moldes dessa contratação estiveram em consulta pública por uma semana, encerrada em 9/2. Empresas de Brasília pediram mais tempo, mas o governo alega que foi suficiente e que houve várias contribuições, sem citar quantas ou dar acesso ao conteúdo. O edital, segundo Jarjour, sai em 20 dias. Ele calcula que a vencedora deverá ficar abaixo dos R$ 500 mil mensais. “Vai ter disputa entre bons programas”, arrisca.

A aposta é que esse núcleo para startups mostre ao setor privado que o parque tecnológico efetivamente saiu do papel. O setor de TI da capital sonha com ele há duas décadas. Em 2013, datacenters da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil foram instalados lá. Mas um modelo viável para a oferta dos terrenos dentro de 1 milhão de metros quadrados destinados ao segmento ainda sofre para ficar de pé.

“O edifício de governança começa tudo. Depois dele vai deslanchar. Precisamos levar empresários para lá com algo efetivamente funcionando. Não dá mais para trazer parceiro para os gabinetes. A Embrapatec está com a gente, e já temos uma sinalização da Microsoft, mas todos querem antes ver funcionando”, admite o secretário.

No desenho atual, a Terracap, dona do terreno, criou uma subsidiária, Biotic S/A, que pretende ser o veículo de investimento do parque tecnológico. O terreno entrou como aporte principal, estimado em R$ 1,6 bilhão. E a ideia é que algo nessa ordem de grandeza seja também colocado por parceiros privados, com o Biotic S/A funcionando como fundo de investimento.

“Hoje a Terracap tem 100% porque foi a única a aportar, mas teremos outros investidores nesse fundo e vão ser diluídas as cotas. Os lotes não serão vendidos. Vamos adotar o modelo de construir para alugar. Os projetos vão chegando, vão ser apresentados. Uma empresa precisa de um galpão? O fundo constrói e aluga por 20, por 30 anos para aquela empresa. Dessa forma combatemos a especulação imobiliária”, explica Thiago Jarjour.

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