GA cria investe R$ 30 milhões para oferecer consultoria disruptiva

A transformação digital dos negócios, combinada com o surgimento do consumo compartilhado (Economia On Demand), acelera o surgimento de novos gigantes no mundo empresarial. O mesmo fenômeno começa a mudar o tradicional mercado de consultorias internacionais. Nesta fase disruptiva, em pouco tempo, quem detém conhecimento pode desbancar empresas tradicionais.

O gA, empresa com 1.400 funcionários espalhados por  11 países na América Latina e Estados Unidos, tomou uma decisão estratégica para garantir um lugar de protagonista neste novo mundo que se abre. Lançou a Parabolt, com capital inicial de R$ 30 milhões para atuar em três novas frentes de negócios. Para Roberto Wagmaister, fundador e CEO do gA, “o potencial de crescimento da Parabolt não tem limite. Mais de 90% das empresas da economia mundial ainda não ingressaram na era da transformação digital. Mesmo o comércio eletrônico movimenta apenas 5% do varejo tradicional”, observa o dirigente.

“A tecnologia se assemelha às camadas tectônicas de um planeta em constante movimento”, sublinha  Wagmaister.  Às vezes, os movimentos  são imperceptíveis e demoram mais para serem notados. O que vemos agora com a combinação de diversas tecnologias disruptivas (Internet das coisas, Big Data, Cloud,  Analitics) é uma nova forma de pensar e, no fundo,  uma revolução. A transformação digital – também chamada de digitalização da produção, digitalização da cadeia de valor ou Internet industrial –  pode ser definida como as diversas mudanças associadas à adoção generalizada de tecnologias digitais nos processos produtivos, com a consequente mudança nos modelos operacionais e na dinâmica do funcionamento do mercado. Todos terão que se adaptar à nova economia digital.

O fundo planeja investir mais de R$ 30 milhões em três anos, distribuídos nas três carteiras: a primeira para desenvolver produtos digitais que geram transformação de negócios e assim acelerar as ideias que surgem dentro do gA e com seus parceiros para convertê-las em produtos comercializáveis, que materializam a abordagem Digital Business Transformation, a partir dos conhecimentos dos processos da indústria. A segunda contempla o ecossistema empresarial – incuba ideias inovadoras com o foco em B2B dos empreendedores, para transformá-las em negócios sustentáveis e companhias formalmente constituídas. Para que isso ocorra, cria um ecossistema ao seu redor, que inclui o setor público, privado (investidores, patrocinadores, mentores) e acadêmico. Vai criar, portanto, pontes que unem empreendedores latino-americanos com acesso a investimentos e mercados internacionais.

E a terceira inclui plataformas de inovação com corporações. É um modelo novo de negócio baseado no valor compartilhado que propõe o desenvolvimento de plataformas de  incubação escaláveis através da parceria com grandes companhias. A disrupção deste serviço reside em pensar na empresa digital em toda a sua cadeia de valor, integrando o consumidor/demanda com o industrial/fornecedor. Iniciará com cerca de 120 empresários e espera gerar mais de 350 empregos em três anos (100 empregos diretos e outros 250 empregos indiretos).

Neste segmento, a Parabolt está em fase avançada na montagem de parcerias de novos empreendimentos no Brasil, América Latina e Estados Unidos. “Sempre baseado no tripé  inovação, diferenciação e sistemas para suportar os negócios. Sem estes ingredientes, os investimentos não trazem o retorno esperado”, destaca Wagmaister.

Nos Estados Unidos, a  Parabolt já desenvolve uma parceria inovadora na montagem de  uma plataforma digital que integre os diversos players da saúde para atender o paciente fora dos hospitais. Atualmente 80% dos que procuram os congestionados hospitais estão sem diagnóstico.

Também irá funcionar como incubadora e aceleradora de startups. “Estamos em negociação com governos e universidades em busca de novas empresas. Parabolt irá funcionar como um porta-avião em que as startups irão se conectar com o mundo global”, lembra.

Vai ainda identificar oportunidades de iniciativas digitais dentro das empresas. Lucra com o valor do conhecimento e desenvolve propriedade intelectual para os clientes. É uma combinação de vendas e serviços e modelos de sociedade. Segundo Maxi Cortés, responsável pelas operações da incubadora, “os serviços de conhecimento têm uma capacidade empresarial de grande relevância, talento e inovação. Neste contexto, a Parabolt é uma plataforma que integra as universidades, as ciências, as PME, os parceiros tecnológicos e o setor público para ajudar no desenvolvimento das empresas na América Latina”

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