‘Seguro’ do investidor terá limite de R$ 1 milhão; conheça os títulos protegidos pelo FGC

 

Limite coberto por instituição financeira permanece em R$ 250 mil. (Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) – espécie de seguro para o investirdor em caso de calote bancário – passará a ter um limite de R$ 1 milhão por pessoa física (CPF) a cada quatro anos, decidiu o Conselho Monetário Nacional (CMN) nesta quinta-feira (21). Já o limite por instituição financeira permanece em R$ 250 mil.

Pela regra anterior, o FGC cobria até R$ 250 mil por banco e por CPF, sem limite de cobertura. Isso permitia ao investidor aplicar seu dinheiro em vários bancos, no limite de até R$ 250 mil cada um, e assim garantir a cobertura em todos eles.

Agora, quem tem por exemplo R$ 3 milhões investidos em títulos cobertos pelo FGC em várias instituições financeiras só terá a garantia de R$ 1 milhão, caso elas quebrem.

Outra novidade nas regras do FGC é que, agora, pessoas físicas não residentes no país também têm direito à cobertura de até R$ 250 mil por instituição e R$ 1 milhão por CPF.

O FGC é uma associação sem fins lucrativos criada pelos bancos nos anos 1990 para proteger os investidores de eventuais riscos financeiros, como a falência de bancos. O fundo dá garantia para aplicações financeiras que dependem da credibilidade do emissor, como CDB (certificado de depósitos bancários), LCI (letra de crédito imobiliário) e LCA (letra de crédito do agronegócio).

Quem está protegido?

O fundo protege apenas pessoas físicas. Assim, os chamados investidores institucionais (pessoas jurídicas) não têm direito à cobertura, como as entidades de previdência complementar e fundos de investimento.

Quem tem conta conjunta não tem direito ao dobro do limite de R$ 250 mil. Caso o banco quebre, a garantia é dividida entre os titulares desta conta. Por exemplo, se duas pessoas detém uma aplicação de R$ 500 mil, terão direito a R$ 125 mil cada uma, caso a instituição vá à falência.

Os títulos e depósitos detidos por associações, condomínios e entidades assemelhadas que não sejam pessoas jurídicas também têm garantia de até R$ 250 mil.

Apenas os títulos de crédito emitidos pelos bancos estão protegidos pelo FGC, ou seja, todos os depósitos ou investimentos feitos em determinado banco ou instituição financeira. Desta forma, os papéis emitidos pelo governo (Tesouro Direto) ou por empresas, como os títulos de dívida (debêntures), não são cobertos.

Aplicações garantidas pelo FGC:

Caderneta de poupança: É o investimento mais popular do brasileiro, por ser isento da cobrança de impostos e por dar ao investidor uma rentabilidade mensal, hoje limitada a 70% da taxa Selic mais a taxa referencial.

Depósitos em conta corrente: Apesar de não serem considerados investimentos, os depósitos feitos em sua conta bancária são considerados créditos e portanto também são garantidos. Se o banco quebrar, você tem direito a receber o valor correspondente ao seu saldo, desde que limitado a R$ 250 mil naquela conta.

CDBs (Certificados de Depósito Bancário): É um título de renda fixa emitido pelos bancos para captar recursos que serão emprestados a terceiros. Em troca, o investidor recebe na forma de juros parte do retorno destas operações. Ele pode ser pré-fixado, com a rentabilidade já conhecida no momento da compra, ou pós-fixado, geralmente indexado ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que tem variação muito próxima da taxa Selic.

Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA):São emitidas pelos bancos para captar recursos nos mercados imobiliário e agrícola. Este investimento é isento de imposto de renda e é atrelado ao CDI.

Letras de câmbio (LCs): São títulos de dívida emitidos por instituições financeiras, muito parecidos com os CDBs, que são emitidos por bancos. O nome “câmbio” não tem relação com o câmbio de moedas, mas com a troca financeira, neste caso.

Letras hipotecárias: São títulos de dívida emitidos por instituições financeiras autorizadas a conceder créditos hipotecários. O papel é garantido por créditos imobiliários da primeira hipoteca.

Outros investimentos: Operações compromissadas em ativos emitidos após 08 de março de 2012, RDBs,

Investimentos que o FGC não cobre:

Tesouro direto: Por serem papéis emitidos pelo Tesouro Nacional, não por bancos, os títulos públicos não têm a cobertura do FGC. No entanto, são considerados o tipo de aplicação mais segura do mercado, uma vez que o governo seria o último a quebrar depois dos bancos.

Fundos de investimento: O dinheiro aplicado não vai para o banco, mas para o próprio fundo. A instituição gestora deste fundo apenas escolhe os ativos onde investir.

Ações: São investimentos de renda variável, considerados cotas de empresas, e portanto não estão protegidos pelo fundo.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s