Presidente do Banco Central vê risco de ‘bolha’ e ‘pirâmide’ nas moedas virtuais

Em avaliação de fim de ano, Ilan Goldfajn, comandante do Banco Central, disse que há também o risco de as moedas serem utilizadas para pagar atividades ilegais.

Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central (Foto: Reprodução/GloboNews)Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central (Foto: Reprodução/GloboNews)

Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central (Foto: Reprodução/GloboNews)

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, declarou nesta quarta-feira (13) que o risco das moedas virtuais como o Bitcoin é alto e que elas podem representar a “típica bolha e pirâmide”, ou seja, podem apresentar alta neste momento e quedas subsequentes no futuro.

Goldfajn observou que essas moedas tiveram “subida vertiginosa” nos últimos meses.

“Tem duas funcionalidades: comprar para vender para frente e se aproveitar da subida, se ocorrer, a típica bolha, típica pirâmide, que em algum momento vai deixar de subir e voltar. Não é algo que a gente deva dar suporte. Em algum momento, as moedas são usadas como instrumento de atividades ilícitas. Usar as moedas virtuais para atividades ilícitas não isenta o crime, a pena e a punição”, acrescentou.

Segundo o comandante do BC, as moedas virtuais não têm lastro, não possuem bancos centrais que lhe confiram segurança e não têm regulação, o que eleva o seu risco. “Há o risco da bolha, da pirâmide e das atividades ilegais”, declarou.

Questionado por jornalistas, que citaram o exemplo de pessoas que estão hipotecando suas casas nos Estados Unidos para comprar moedas virtuais, Goldfajn não recomendou tal operação. “Eu diria: ‘não hipoteque sua casa para comprar essa moedas'”, concluiu.

No mês passado, a autoridade monetária divulgou comunicado no qual informou que, devido ao “crescente interesse” da sociedade e das instituições nas chamadas “moedas virtuais”, resolveu alertar que esses instrumentos não são emitidos, nem garantidos por qualquer autoridade monetária. E alertou para possíveis perdas.

“Por isso, não têm garantia de conversão para moedas soberanas e tampouco são lastreadas em [garantidas por] ativo real de qualquer espécie, ficando todo o risco com os detentores. Seu valor decorre exclusivamente da confiança conferida pelos indivíduos ao seu emissor”, informou a instituição.

Infográfico: Como funciona o bitcoin (Foto: Igor Estrella/G1)Infográfico: Como funciona o bitcoin (Foto: Igor Estrella/G1)

Infográfico: Como funciona o bitcoin (Foto: Igor Estrella/G1)

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