BRDE busca novas fontes de financiamento

O BRDE é um dos principais agentes repassadores de recursos do Bndes, contudo hoje precisa enfrentar a redução dos montantes liberados pelo banco nacional. Devido a essa dificuldade, a instituição financeira da região Sul do País pretende buscar novas fontes de financiamentos – como, por exemplo, FGTS, Caixa, Banco do Brasil, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Europeu de Investimento (BEI), Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), entre outras.

Dentro dessa lógica, o BRDE e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) assinaram memorando de entendimento para a renovação do convênio que possibilitará estabelecer os limites de crédito em R$ 200 milhões para o banco aplicar através do Programa Inovacred (empreendimentos de inovação). O BRDE também recebeu o cadastramento como agente financeiro dos programas Finep Telecom (softwares e equipamentos de telecomunicação e conectividade) e Finep Conecta (projetos de empresas associados a universidades ou centros de pesquisas de produtos e processos de trabalho).

O presidente do BRDE, Odacir Klein, acrescenta que está sendo discutida com a Finep a possibilidade de as instituições trabalharem no formato de consórcio de financiamento. “Nós não paramos no tempo, se diminuiu no Bndes, estamos avançando em outras linhas”, frisa o dirigente. Klein adianta que serão buscados todos os recursos que forem possível. No ano passado, o Bndes repassou em torno de R$ 3 bilhões para o BRDE; e em 2017 a expectativa é que se chegue, em operações com o banco nacional, a algo próximo de R$ 2,2 bilhões.

Na terça-feira, Klein transmitirá o cargo da presidência do BRDE para o atual vice-presidente e diretor administrativo, Orlando Pessuti, que representará o Paraná à frente do banco, enquanto Klein assumirá a função de diretor financeiro. Os estados que possuem participação no capital do BRDE (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) fazem o revezamento do comando a cada 16 meses. Klein lembra que, quando fez seu discurso de posse, em julho de 2016, afirmou que iria dirigir em uma estrada pedregosa, mas que o veículo era forte. Entre os números do banco, destacados pelo dirigente, está o resultado líquido de janeiro a setembro de 2017, que foi de cerca de R$ 102,4 milhões, um resultado 45,6% superior ao alcançado no mesmo período do ano anterior. As operações contratadas foram de R$ 1,68 bilhão nos primeiros nove meses deste ano, contra R$ 2 bilhões em igual espaço de tempo em 2016.

Como estratégia adotada pelo BRDE para suavizar os impactos da crise econômica, o banco decidiu renegociar dívidas e fazer um Programa de Estímulo ao Desligamento Voluntário (PEDV), que contou com a adesão de 121 funcionários, 23% do seu quadro pessoal. Outro assunto que movimentou os corredores do banco nos últimos meses foram os rumores de uma possível venda da participação do governo gaúcho na instituição. Klein enfatiza que esse tema não chegou até a diretoria. “O governador (José Ivo Sartori) me disse que nada que ocorrer em relação ao BRDE deixará de ter a minha participação, e nunca ninguém falou comigo sobre venda”, afirma.

Jornal do Comércio

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