Para empresa, inovações podem ‘revolucionar’ produção e lucratividade

As indústrias militar, de energia, saúde, engenharia e tecnologia da informação impulsionam inovações na agricultura e podem revolucionar a produção e a lucratividade no setor, avalia a Bayer CropScience.

Segundo a gigante de agroquímicos, os novos “players” na agricultura incluem IBM, Bosch, a empresa de tecnologia Blue River e de engenharia AeroFarms. Internet das coisas, inteligência artificial, cloud computing, drones e robótica, microbioma têm um papel cada vez mais importante no setor agrícola.

Marc Reichardt, chefe de operações comerciais agrícolas da Bayer CropScience, não consegue esconder o espanto com o que viu recentemente numa fazenda de arroz na China: o uso de uma centena de drones, perfeitamente alinhados, fazendo a semeadura do campo em ação dirigida a partir de uma plataforma.

Vários países já recorrem ao drone na agricultura, incluindo o Brasil. Mas na China, o que chamou a atenção de Reichardt, foi a dimensão de seu uso. “Era impressionante, como uma operação militar”, disse o executivo ao Valor. ” É uma nova tecnologia que dispensa máquinas agrícolas pesadas e caras”.

A Bayer investiu recentemente US$ 100 milhões na startup americana Ginkgo Bioworks. Com um determinado tipo de bactéria, as próprias plantas poderiam um dia se autofertilizar. A nova empresa foca no microbioma vegetal, com ênfase na fixação de nitrogênio. Melhorar a capacidade dos micróbios de disponibilizar fertilizantes nitrogenados para plantas oferece o que Bayer chama de benefício potencial para uma agricultura sustentável.

 O grupo planeja investimento de € 1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento em 2017, mais de 11% do faturamento de sua divisão CropScience. A empresa vem ampliando o número de parcerias estratégicas para pesquisa, inclusive com a Embrapa, e também o financiamento de risco. Reichardt observa que no Brasil uma preocupação é com o manejo a ferrugem da soja. Isso porque a resistência surge mais rápida do que o desenvolvimento de novos remédios contra a praga.

 Apesar da defesa do uso de tecnologias inovadoras na agricultura, a Bayer reclama que o custo da inovação está aumentando por causa de exigências regulatórias. Uma pesquisa feita pela empresa com 10 mil pessoas de 10 países mostrou contradição: de um lado, a maioria acredita que garantir alimentos seguros é uma tarefa urgente e necessária. Ao mesmo tempo, muitos consumidores mostram-se céticos em relação à ciência, e querem banir transgênicos e pesticidas, por exemplo.

 Para Liam Condon, presidente da divisão CropScience, a solução é mesmo fazer mais com menos, num cenário de indisponibilidade de novas áreas para produção. Para a Bayer, a inovação passa pela agricultura digital, que já lançou em 30 países. O plano da empresa é investir € 200 milhões de 2015 a 2020, em novas ferramentas que ajudam agricultores a otimizar insumos, ampliando a produtividade.

 (Fonte: Valor Econômico – 20/09/2017)

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