Fundo perdido para startups

O governo mineiro quer levar inovação ao interior. Uma das ideias é espalhar pelo Estado aceleradoras de empresas – um dos objetivos do programa +Oportunidades, que foi lançado nesta sexta (15) pelo governador Fernando Pimentel. “Queremos expandir a inovação para todo o Estado. O foco principal é o interior”, ressalta o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes), Miguel Corrêa Júnior.

Ele conta que o Estado terá 200 aceleradoras públicas em todas as regiões, com parceria com universidades e prefeituras. “Não encontraríamos parceiros mais adequados e com expertise mais acumulada que as nossas universidades. O Estado de Minas Gerais entra com profissionais qualificados para atuar nessa formação, na melhoria do desenvolvimento dessas ideias, além de retirar os custos principais que essas empresas teriam no início da vida, como aluguel, luz, água, telefone, internet e infraestrutura para desenvolver o seu negócio”, explica.

Serão cem aceleradoras em parceria com as universidades e mais cem com as prefeituras. A ideia é que sejam viabilizadas em torno de 5.000 empresas por semestre.

De acordo com o secretário, na segunda fase do projeto, o governo irá investir recursos nas empresas. “Junto com a Codemig e a Fapemig, estamos criando um fundo para colocar investimento direto nessa juventude, fazendo com que a gente consiga colocar em torno de R$ 20 mil, R$ 30 mil, até R$ 100 mil em uma empresa. Isso significa fazer com que a empresa possa dar certo. Isso a fundo perdido, não é empréstimo”, diz. Em alguns casos, em troca de um pequeno percentual de participação da empresa, o Estado também pode se tornar sócio.

Conforme ele, serão selecionados os 500 melhores projetos para receber o apoio financeiro do Estado. Com isso, as empresas terão mais facilidade para faturem e gerar emprego e impostos para o Estado. “Os recursos investidos voltam para a sociedade”, observa.

Para atestar a importância da inovação, Corrêa Júnior ressaltou que as principais empresas que participam na Bolsa de Nova York têm de dez a 12 anos de vida e trabalham com tecnologia. É bem diferente do que acontecia há 50 anos, quando os destaques da Bolsa eram empresas centenárias.

Ele ressalta que o +Oportunidades é uma unificação de seis programas, entre eles Meu Primeiro Negócio, que conta com R$ 12 milhões do Orçamento, Seed, com R$ 7 milhões, e Startup Universitário, com R$ 22 milhões de recursos. “A Sedectes conta com 1% da receita constitucional do Estado”, diz. Também integram a iniciativa os programas Uaitec, Inova Pro e Minas Inova.

Durante a solenidade de lançamento, nesta sexta, no Palácio da Liberdade, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Miguel Corrêa Júnior, ressaltou que o Seed, que é o programa mineiro de aceleração de startups, é o único do Brasil com recursos públicos.

Juliana Gontijo

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