Inovação acontece quando compartilhamos o mesmo espaço

  Mesmo com os avanços constantes e a facilidade crescente da comunicação on-line, frequentar o mesmo espaço físico é um elemento importante para colaborar em projetos de inovação, de acordo com um novo estudo de uma das instituições de ensino mais inovadoras do mundo — o  Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Professores do próprio MIT examinaram mais de 40 mil artigos acadêmicos e 2.350 patentes geradas pela universidade americana entre 2004 e 2014, em especial, aquelas que tiveram colaboração de mais de um pesquisador. Em seguida, compararam essas coautorias com a organização física de áreas e departamentos da instituição.

Os resultados mostram que o espaço físico é mais relevante para a colaboração entre pesquisadores do que as estruturas institucionais e formais. Pesquisadores que trabalham no mesmo prédio têm três vezes mais chance de colaborar em um artigo do que pesquisadores separados por uma distância de 400 metros. No caso de patentes, essa colaboração acontece com duas vezes mais frequência entre pesquisadores que trabalham no mesmo ambiente do que entre aqueles com 400 metros de distância.

A arquitetura do campus do MIT foi pensada para garantir a colaboração entre diferentes áreas, com diversos departamentos compartilhando prédios. Os autores dão o exemplo de dois prédios desenhados com a intenção de promover pesquisas interdisciplinares, o Stata Center e o Instituto Koch para Pesquisa Integrativa de Câncer. Os edifícios foram os que mais apresentaram colaboração entre pesquisadores na criação de patentes no período. O Stata Center é ocupado por professores de oito departamentos diferentes, que variam da ciência da computação à linguística.

Para Matthew Claudel, um dos autores do estudo do MIT, a pesquisa pode ser um ponto de partida para analisar como o espaço físico contribui para a inovação em outras organizações. “Nunca será possível prever qual pesquisa será inovadora, poderosa ou empolgante. Mas é possível criar as condições para a inovação colaborativa acontecer.”

Outro estudo da Harvard Business School apontou que o fato de um profissional sentar próximo a funcionários com perfil complementar pode influenciar sua produtividade.

 Por Letícia Arcoverde | Valor

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