Nada é impossível; diz o empreendedor em série Richard Branson

Nada é impossível. A frase é um dos tweets mais recentes do bilionário britânico Richard Branson – e parece servir como lema para esse empreendedor em série, de 66 anos, fundador do Virgin Group, com negócios em ramos diversos, como a aviação comercial, música, hotelaria e viagens espaciais. “Quando você sonha grande, tudo parece possível”, diz Branson, durante palestra no Sage Summit 2016, evento de tecnologia e empreendedorismo encerrado em Chicago, esta semana.

Foi com sonhos acima da média que Branson decidiu apostar em um setor pouco explorado pela iniciativa privada: as viagens no espaço. Lançada em 2005, a Virgin Galactic integra o Virgin Group e conta com o apoio de um fundo de investimento de Abu Dhabi. O objetivo é embarcar turistas endinheirados na órbita da Terra, mediante uma passagem de US$ 250 mil. A lista de espera para o primeiro voo, ainda sem data, tem 700 passageiros, entre nomes como o casal Angelina Jolie e Brad Pitt, além do físico Stephen Hawking, segundo informações da empresa. “A maioria das pessoas sonha em ir para o espaço. Por que não explorar esse nicho?”, pergunta.

Branson lembra que a maior dificuldade para tirar o projeto do papel foi recrutar engenheiros capazes de construir a aeronave ideal. “Foram dez anos para montar a equipe”, diz. O empreendimento também levou um balde de água fria em outubro de 2014, quando a nave SpaceShipOne explodiu durante um voo de experiência, matando um copiloto. Mas, segundo o empresário, um novo equipamento, projetado para transportar seis pessoas, deve entrar em fase de testes em breve. Além de perseverança nos negócios, Branson, que fundou uma gravadora que lançou discos dos The Rolling Stones e do cantor Phil Collins, diz que os empreendedores devem dar mais importância às equipes que escolhem para gerir os negócios. “É importante observar o melhor das pessoas. Criticar subordinados o tempo todo não leva a companhia muito longe.”

Para o empresário, que também criou a Virgin Atlantic, uma companhia de aviação comercial, é preciso cuidar do atendimento dos clientes, em qualquer ramo de negócio. Branson lembra que estava em Porto Rico, tentando viajar para as Ilhas Virgens britânicas, quando percebeu que nenhuma companhia poderia fazer o trajeto na hora que precisava. Resolveu alugar um jato e ofereceu bilhetes para outros passageiros na mesma situação. Foi quando surgiu a ideia de montar a Virgin Atlantic. Depois de alguns anos, competindo com 18 grupos, como Pan Am e Air Florida, a empresa voa para 30 destinos no mundo, com 39 aeronaves. Este mês, anunciou a encomenda de 12 aviões Airbus 350, que começam a voar em 2019.

Enquanto aguarda o ajuste dos mercados depois do “Brexit”, o empresário, que afirmou que seu grupo perdeu um terço do valor de mercado com a saída do Reino Unido da União Europeia, investe em ações sociais. Fundada em 2004, a fundação sem fins lucrativos Virgin Unite apoia ideias empreendedoras que tragam mudanças na África do Sul e Caribe.

“Trouxe até o livro que ele escreveu, ‘Ouse-Fazer o Bem, Se Divertir, Ganhar Dinheiro’ (Ed.Saraiva, 320 páginas), para tentar um autógrafo”, diz a brasileira Marina Sierra de Camargo, depois da palestra de Branson, em Chicago. Marina é fundadora da empresa Nossos Peludos, que vende produtos com parte do valor revertido em compra de ração animal e cirurgias de castração para cães e gatos abandonados.

http://www.valor.com.br

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