BNDES tem recursos para linha de biotecnológicos

Depois de disponibilizar R$ 4,9 bilhões ao Complexo Industrial da Saúde (CIS) nos últimos dez anos, com 120 projetos aprovados, o Profarma – Programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – já tem novo pacote de recursos disponível. Entre 2013 e 2017 o total soma R$ 5 bilhões, dos quais 80% direcionados aos laboratórios. O restante fica por conta do setor de equipamentos médicos. “A principal ênfase é o apoio à biotecnologia”, diz João Paulo Pieroni, gerente do Departamento de Produtos para Saúde (Defarma) do BNDES.

Criado em 2004, o Profarma tem como diretriz estratégica elevar a competitividade do CIS, contribuir para a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e articular a Política Industrial e a Política Nacional de Saúde no país. O programa estava voltado à expansão da capacidade produtiva e desenvolvimento de medicamentos, mas em sua segunda fase focou em desenvolvimento de novos produtos e inovação.

De acordo com o Ministério da Saúde, hoje, os dez medicamentos mais comercializados em todo o mundo são biológicos e, no Brasil, o principal comprador é o SUS. “O SUS consome entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões desses medicamentos por ano.” Segundo o Defarma, o banco apoia laboratórios no desenvolvimento de biotecnológicos, entre eles o Libbs, Biomm e o Recepta.

Segundo o Ministério da Saúde, os dez medicamentos mais comercializados em todo o mundo são biológicos

Em 2011, o Profarma concedeu à companhia R$ 47,3 milhões que foram destinados ao desenvolvimento de novos medicamentos e farmoquímicos não produzidos no Brasil. “Em 2013, recebemos a aprovação de um financiamento de R$ 250,8 milhões para a construção da nossa nova unidade de biofármacos, voltada para a produção de medicamentos biotecnológicos para tratamento de câncer e doenças autoimunes, que será inaugurada em 2016”, afirma Márcia Martini Bueno, diretora de relações institucionais da Libbs.

Segundo a executiva, a fábrica será a primeira planta da América do Sul a produzir anticorpos monoclonais utilizados para o tratamento do câncer e de doenças autoimunes. Será a maior do mundo com a tecnologia single-use (uso único)”. Outros R$ 266,7 milhões foram aprovados em 2007 junto ao banco para projetos de pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos e medicamentos.

No caso do Laboratório Biomm, o BNDES atua como acionista e financiador. No final de 2013, explica Sergio Figueiredo, diretor financeiro e de relação com investidores da Biomm, foi feito um aumento de capital de R$ 132,6 milhões.

A operação foi celebrada junto ao BNDESpar, subsidiária do BNDES, ao BDMGTec, do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), ao IBR LP, fundo controlado pela TMG II e os acionistas da Biomm. Na operação está previsto um aporte de R$ 20 milhões no empreendimento por parte do BDMGTec e de R$ 19,10 milhões do BNDESPar. O maior aporte ficou por conta do IBR, que irá destinar R$ 77 milhões para a fabricante de insulina. Já os atuais controladores da empresa realizarão um aporte de R$ 16,5 milhões, detalha.

A Biomm contará também com linhas de financiamento da ordem de R$ 200 milhões. Serão R$ 73,5 milhões contratados junto ao BNDES e o restante distribuídos entre BDMG; Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig); e a Finep. “A unidade irá produzir 20 milhões de frascos de insulina humana recombinante anualmente”, diz.

A Recepta Biopharma dedica-se à pesquisa com fármacos para o tratamento do câncer. O BNDESPar injetou R$ 28,9 milhões na companhia, em 2012. Esse aporte nos permitiu desenvolver drogas no combate ao câncer”, diz José Fernando Perez, diretor presidente da Recepta Biopharma.

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