Inbrands mira aquisições e IPO para crescer no mercado da moda

A Inbrands, holding de marcas de moda, considera ter muito o que comemorar sobre seu desempenho em 2014. Apesar do ano complicado para o varejo, com Copa do Mundo, eleições e retração do consumo e renda, a empresa conseguiu aumentar as vendas no conceito mesmas lojas em 10,4% e gerou R$ 102,4 milhões de caixa na operação. A margem Ebitda ajustada foi de 21%, patamar de rentabilidade histórico para a companhia.

“Os números refletem todo o trabalho feito nos últimos anos, de integração de aquisições, para melhorar eficiência e gerar valor à empresa e seus acionistas”, afirma Michel Sarkis, presidente da Inbrands. A holding integrou seis grupos adquiridos, que hoje mantêm as identidades das marcas (como Ellus, Richards e Salinas), mas trabalham sob uma mesma plataforma que dá suporte a todas em aspectos fiscais, financeiros, de administração e RH.

Para 2015, o executivo mantém o otimismo. Ele enxerga obstáculos, por conta do cenário do país, que convive com o baixo crescimento e o ajuste fiscal, mas também está atento a outros fatores. “Parcela relevante do nosso público, das classes A e B, faz suas compras fora do Brasil. A alta do dólar deverá levar a menos viagens, o que poderá favorecer nossas vendas”, diz. Segundo Sarkis, esse movimento já pode ser percebido nesse início de ano, embora ainda seja cedo para quantificá-lo. A empresa planeja para 2015 um capex semelhante aos R$ 43 milhões de 2014.

Mas 2015 deverá ser também o ano em que a Inbrands, após arrumar a casa, pensará em uma nova etapa de “criação de valor”, como resume Sarkis. “Estamos prontos para voltar a fazer movimentos societários, que podem ser aquisições pontuais ou associação a investidores ou players estratégicos, além do crescimento orgânico”, diz. Ano passado houve especulação envolvendo possíveis negociações da empresa com Restoque ou Alpargatas. O executivo não confirma os nomes, mas diz que manteve conversas com um possível parceiro, que não foram adiante. “Hoje não estamos falando com ninguém, mas faz sentido pensar nisso, até mesmo por conta do perfil dos nossos sócios”, diz. A gestora de recursos Vinci Partners tem 39,47% da Inbrands e compartilha o controle com a NABR (38,49%), veículo que reúne as participações de Nelson Alvarenga e Américo Breia, criadores da Ellus. O restante do capital está com antigos donos de marcas adquiridas, que se tornaram sócios da holding.

Em 2014, a receita líquida cresceu 2,5% para R$ 928,5 milhões. A empresa otimizou sua rede de lojas: encerrou o ano com 173 pontos próprios, três a menos que em 2013; e, na rede franqueada, houve redução de 11 unidades, para 175. Na rede própria, lojas que apresentavam baixa performance foram fechadas e outras foram abertas em locais mais bem posicionados. A Inbrands também assumiu unidades de franqueados em regiões em que acreditavam que poderiam ter melhor performance. Entre aberturas e fechamentos, a rede de 2014 gerou crescimento no total da receita do varejo de 11%.

O aumento das despesas devido à elevação dos juros no Brasil afetou o lucro líquido, que foi de R$ 33,9 milhões, 8% menor do que em 2013. Os dividendos cresceram: devem alcançar R$ 8,1 milhões, ante R$ 5,8 milhões em 2013.

A empresa também reformulou seu endividamento. A dívida líquida teve alta de 12,2%, para R$ 415,9 milhões, em relação a 2013, e teve seu perfil alongado.

A ideia de uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), que sempre esteve na mesa, pode ser retomada, diz Sarkis, “porque uma hora o mercado vai ter de voltar”.

http://www.valor.com

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