Captação externa do BNDES deve chegar a US$ 2 bilhões

Segundo presidente do banco de fomento, Luciano Coutinho, recursos vêm para financiar cadeia de óleo e gás.

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fará a maior captação estrangeira dos últimos anos. Segundo seu presidente, Luciano Coutinho, a cifra deve alcançar a marca de US$ 2 bilhões.

Sem precisar quando, Coutinho diz que os recursos deverão ser aplicados nas áreas de óleo e gás, que tem operações baseadas na moeda americana.

Presente na abertura da Feira Internacional do Plástico, Coutinho reforçou a estratégia do banco de fomento. “O BNDES tem ido ao menos uma vez por ano captar recursos para complementar sua capacidade de financiamento. Não posso adiantar os valores, mas será um pouco maior do que nos últimos anos”, disse. O recorde pertence ao ano de 2010, quando o banco emitiu US$ 1 bilhão, além de € 750 milhões, em bônus.

Coutinho explica que os recursos em moeda estrangeira precisam ser aplicados sem conversão, o que restringe as áreas que podem recebê-los. “São poucas as oportunidades de aplicá-los. São setores que operam em dólar, em geral, como a área de petróleo e gás, ou algum outro segmento.”

Embora a captação já esteja planejada, Coutinho deixou transparecer sua preocupação com o mercado cambial. Em sua conta, os planos de expansão monetária de países em crise devem injetar nas economias emergentes mais de US$ 2,3 trilhões até 2015. “O financiamento de importações terá crédito em abundância”, alertou.

Somada a pressão cambial que o fluxo de capitais deverá criar, o cenário para a produção nacional volta a escurecer. O presidente do BNDES diz que, para enfrenter este cenário, está trabalhando junto de associações do setor produtivo para trazer iniciativas que devolvam a competitividade da indústria nacional. “Na última reunião do Grupo de Acompanhamento da Competitividade, associações colocaram suas preocupações com o custo das matérias-primas.”

Coutinho lembrou da desoneração dos insumos para a indústria química, o que deu esperança a empresários de que outras matérias-primas terão o mesmo benefício.

fonte: brasileconomico –Gustavo Machado

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